MTE regulamenta adicional de periculosidade para agentes de trânsito

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou uma alteração na Norma Regulamentadora 16 (NR16), que define as atividades e operações perigosas. A partir de agora, os agentes de trânsito passam a ter direito ao adicional de periculosidade, um benefício que reconhece os riscos inerentes à profissão.
A medida, anunciada no site oficial do governo, estabelece critérios para o pagamento do adicional. Os profissionais que atuam diretamente na fiscalização e controle do tráfego em vias públicas, especialmente em condições de alto risco, serão contemplados. A regulamentação detalha as situações que configuram periculosidade, como exposição a atos de violência e acidentes.
Critérios e impacto da regulamentação
A NR16 foi atualizada para incluir a categoria dos agentes de trânsito entre aquelas que lidam com atividades perigosas. O adicional de periculosidade corresponde a 30% do salário-base do trabalhador, sem acréscimos de gratificações ou prêmios. A medida abrange tanto agentes municipais quanto estaduais, desde que exerçam funções de fiscalização em vias públicas.
A regulamentação também estabelece que o pagamento do adicional será devido apenas quando a atividade for exercida em condições de risco, como em operações de trânsito em horários de pico, em vias de alta velocidade ou em situações de confronto. Para a categoria, a medida representa um avanço no reconhecimento dos riscos diários enfrentados.
Profissionais que atuam na área de transporte e logística também podem se beneficiar da medida, já que a regulamentação reforça a importância da segurança no trânsito. Para quem trabalha com veículos, especialmente em frotas ou transportes de cargas, é essencial manter a documentação em dia. Antes de adquirir um veículo usado, por exemplo, é recomendável verificar a situação do veículo para evitar problemas legais.
Direitos e deveres dos profissionais
A nova regra entra em vigor 30 dias após a publicação no Diário Oficial da União. As empresas e órgãos públicos que empregam agentes de trânsito deverão se adequar à norma, realizando a avaliação de risco e o pagamento do adicional. O não cumprimento pode gerar multas e ações trabalhistas.
Para os motoristas e proprietários de veículos, a regulamentação serve como lembrete da importância da segurança no trânsito. A fiscalização mais rigorosa, com agentes protegidos e motivados, tende a melhorar a qualidade do serviço. Além disso, ao comprar um carro seminovo, especialistas sugerem fazer uma consulta chassi para garantir a procedência e evitar fraudes.
Receba as principais notícias do mercado automotivo
Compilação semanal, sem spam. Cancele quando quiser.
Vai comprar um veículo? Consulte a placa antes!
Consulte dados completos do veículo pela placa
Verificar AgoraNotícias Relacionadas
Projeto de lei visa dar mais transparencia ao uso de multas de transito
Projeto aprovado em Bauru (SP) obriga prefeitura a detalhar destino de recursos de multas de transito.
Senatran fiscaliza aplicação de novas regras da CNH no Detran-SP
Órgão federal acompanha implantação das mudanças na CNH em São Paulo nesta quinta-feira (23).
Falta de prioridade a ambulâncias em emergência acende alerta no trânsito brasileiro
Autoridades de trânsito expressam preocupação com a falta de prioridade a ambulâncias em situações de emergência no Brasil.